{"id":695,"date":"2020-07-10T13:18:58","date_gmt":"2020-07-10T16:18:58","guid":{"rendered":"https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/?p=695"},"modified":"2021-01-22T10:52:39","modified_gmt":"2021-01-22T13:52:39","slug":"controle-de-qualidade-hemacias-riscos-de-erros-na-fenotipagem-de-doadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/en\/controle-de-qualidade-hemacias-riscos-de-erros-na-fenotipagem-de-doadores\/","title":{"rendered":"Controle de Qualidade Hem\u00e1cias &#8211; Riscos de erros na fenotipagem de doadores"},"content":{"rendered":"<p>O artigo 121 da Portaria n\u00b0 158, de 4 de Fevereiro de 2016 da ANVISA define:<\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\"><em>Art. 121. O registro de uma tipagem ABO e RhD pr\u00e9via de um doador n\u00e3o serve para a identifica\u00e7\u00e3o das unidades de sangue subsequentemente doadas pelo mesmo doador. <\/em><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><em> 1\u00ba Novas determina\u00e7\u00f5es devem ser realizadas a cada doa\u00e7\u00e3o. <\/em><\/span><\/li>\n<li><em><span style=\"color: #b00707;\"> 2\u00ba Em caso de doa\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, deve ser comparada a tipagem ABO e RhD com o \u00faltimo registro dispon\u00edvel<\/span>.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p>Quando observamos esta determina\u00e7\u00e3o da Portaria 158 \u00e9 imposs\u00edvel evitar o questionamento: porque testar de novo, se j\u00e1 tenho os resultados no hist\u00f3rico?<\/p>\n<p>Mas antes de discutirmos mais sobre o assunto seguem algumas defini\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>ABO: <\/strong><\/span>o sistema ABO s\u00e3o classifica\u00e7\u00f5es do sangue humano nos quatro tipos existentes: A, B, AB e O.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Ant\u00edgeno<\/strong><\/span>: estruturas capazes de desencadear a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos.<\/li>\n<li><strong><span style=\"color: #b00707;\">Anticorpos<\/span>:<\/strong>s\u00e3o glicoprote\u00ednas, tamb\u00e9m chamadas de imunoglobulinas, que possuem como principal fun\u00e7\u00e3o garantir a defesa do organismo.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Fator Rh<\/strong><\/span><strong>: <\/strong>\u00e9 um grupo de ant\u00edgenos que determina se o sangue \u00e9 Rh positivo ou negativo.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Fen\u00f3tipo<\/strong><\/span>: conjunto de caracter\u00edsticas observ\u00e1veis de um organismo.<\/li>\n<li><strong><span style=\"color: #b00707;\">Hem\u00e1cias<\/span>:\u00a0<\/strong>s\u00e3o c\u00e9lulas sangu\u00edneas tamb\u00e9m conhecidas como\u00a0gl\u00f3bulos vermelhos\u00a0ou\u00a0eritr\u00f3citos que exercem importante papel na oxigena\u00e7\u00e3o dos tecidos, sendo tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela cor vermelha do\u00a0sangue.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Plasma:<\/strong><\/span> corresponde \u00e0 parte l\u00edquida e re\u00fane os elementos celulares: hem\u00e1cias ou eritr\u00f3citos, leuc\u00f3citos e plaquetas.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Sorologia<\/strong>:<\/span> Estudo realizado no plasma, em busca de anticorpos contra doen\u00e7as transmiss\u00edveis.<\/li>\n<li><span style=\"color: #b00707;\"><strong>Tipagem Sangu\u00ednea:<\/strong> <\/span>\u00e9 o processo de coleta e an\u00e1lise do sangue do paciente para identificar a qual grupo sangu\u00edneo ele pertence.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na sorologia, \u00e9 evidente que o estilo de vida do doador ou o ambiente podem interferir nos resultados de uma doa\u00e7\u00e3o para outra, pois s\u00e3o identificados presen\u00e7a de bact\u00e9rias (S\u00edfilis), v\u00edrus (HIV, HCV, HBV, HTLV\u2026), parasitas (Chagas), imunidade adquirida por vacinas, etc. As hem\u00e1cias, entretanto, deveriam permanecer as mesmas. Ent\u00e3o qual a necessidade da re-testagem obrigat\u00f3ria se o doador j\u00e1 \u00e9 conhecido?<\/p>\n<p>Esta resolu\u00e7\u00e3o da portaria, que a princ\u00edpio parece ser redundante, na verdade representa uma busca pela melhoria cont\u00ednua de se oferecer \u00e0 um paciente o melhor produto, e de certificar-se sobre o que est\u00e1 sendo afirmado na etiqueta da bolsa.<\/p>\n<p>O processo de identifica\u00e7\u00e3o do fen\u00f3tipo do doador consiste em fazer uma s\u00e9rie de testes cruzando as hem\u00e1cias do doador com soros comerciais direcionados a ant\u00edgenos espec\u00edficos , e expor o plasma do doador carregado de anticorpos com hem\u00e1cias comerciais, o resultado do teste usando o plasma do doador deve ser uma confirma\u00e7\u00e3o dos resultados observados nos testes utilizando as hem\u00e1cias do mesmo. Quando ocorre uma rea\u00e7\u00e3o ant\u00edgeno-anticorpo nos cart\u00f5es em gel, ocorre uma aglutina\u00e7\u00e3o de hem\u00e1cias, que s\u00e3o incapazes de vencer a resist\u00eancia do gel durante a centrifuga\u00e7\u00e3o e chegar ao fundo do po\u00e7o do cart\u00e3o (resultado negativo).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma pessoa pode candidatar-se para doa\u00e7\u00e3o de sangue pela primeira vez desde os 16 at\u00e9 os 70 anos de idade, contudo, a idade do doador pode impactar na identifica\u00e7\u00e3o do seu tipo sangu\u00edneo. No entanto, conforme o avan\u00e7o da idade o t\u00edtulo (concentra\u00e7\u00e3o) dos anticorpos no sangue cai progressivamente, gerando resultados confusos, ou, falso negativos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-706 size-full\" src=\"https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1.png\" alt=\"\" width=\"1116\" height=\"542\" srcset=\"https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1.png 1116w, https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1-300x146.png 300w, https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1-1024x497.png 1024w, https:\/\/bpxconsultoria.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/sangue-1-768x373.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1116px) 100vw, 1116px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\"><em>\u201cOs anticorpos do sistema ABO aparecem espontaneamente depois dos 3-6 meses de idade, com pico de produ\u00e7\u00e3o dos 5 aos 10 anos de idade e com diminui\u00e7\u00e3o progressiva na velhice.\u201d <\/em>(FIOCRUZ)\u00b2<\/span><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem outras vari\u00e1veis que podem impactar na identifica\u00e7\u00e3o incorreta do fen\u00f3tipo do doador, pode-se apontar como principais: variantes ou subgrupos, e variabilidade dos reagentes.<\/p>\n<p>Vale recordar que quando falamos de soros MONOCLONAIS, nos referimos a um soro composto de clones de UMA \u00daNICA c\u00e9lula m\u00e3e, que era direcionada a um ant\u00edgeno espec\u00edfico\u00b3. Este anticorpo espec\u00edfico foi isolado, replicado em larga escala, validado e distribu\u00eddo comercialmente, por\u00e9m sua ESPECIFICIDADE segue sendo contra uma regi\u00e3o do ant\u00edgeno inicial.<\/p>\n<p>O sistema RhD \u00e9 o mais polim\u00f3rfico dentre os sistemas sangu\u00edneos, dependendo da muta\u00e7\u00e3o que o doador tenha em sua hem\u00e1cia, um soro destinado aos ant\u00edgenos tradicionais deste sistema pode falhar em causar reatividade, caracterizando o resultado falso negativo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos polimorfismos, o sistema RhD tamb\u00e9m \u00e9 sujeito a quantidade de s\u00edtios de rea\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis na superf\u00edcie da hem\u00e1cia, este fen\u00f4meno \u00e9 conhecido como D-Fraco. Os ant\u00edgenos s\u00e3o expressos de forma homog\u00eanea ao longo de toda a hem\u00e1cia, neste caso ocorre um polimorfismo quantitativo e s\u00e3o expressos em m\u00e9dia entre 10-30% do que uma hem\u00e1cia normal deveria ter (~33000 ant\u00edgenos)<sup>5-6<\/sup>, pela baixa oferta de \u201clocais\u201d onde o soro possa se ligar, n\u00e3o h\u00e1 reatividade ou reatividade insuficiente, e o resultado do teste tamb\u00e9m \u00e9 um falso negativo. Logo, o doador \u00e9 erroneamente identificado com o fator Rh NEGATIVO, quando na verdade \u00e9 Rh POSITIVO.<\/p>\n<p>O sistema Rh \u00e9 o mais imunog\u00eanico dos sistemas eritrocit\u00e1rios, \u00e9 respons\u00e1vel pela maioria das sensibiliza\u00e7\u00f5es, e pode causar rea\u00e7\u00f5es transfusionais graves. A popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 mesti\u00e7a, a incid\u00eancia dos fen\u00f4menos do D-Fraco ou variantes de D, \u00e9 respectivamente de ~1% para caucasianos e 3% num estudo realizado na Unicamp<sup>4<\/sup>. Portanto, lidar com estas vari\u00e1veis na fenotipagem \u00e9 parte da rotina dos bancos de sangue.<\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\"><em>\u201cEsses novos alelos aberrantes de Rh n\u00e3o somente produzem prote\u00ednas hibridas, regi\u00f5es de RhD unidas com RhCE levando a perda de ep\u00edtopos de D, como tamb\u00e9m geram novos ant\u00edgenos.\u201d <\/em><em>(Nardoza et al)<\/em><\/span><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>O sistema ABO tamb\u00e9m est\u00e1 sujeito a polimorfismos!<sup>4<\/sup><\/p>\n<ul>\n<li>J\u00e1 foram descritos 53 vari\u00e2ncias para o tipo A, destes, 7 subgrupos s\u00e3o os principais: A<sub>1<\/sub>, A<sub>2<\/sub>, A<sub>3<\/sub>, A<sub>int<\/sub>, A<sub>m<\/sub>,A<sub>x<\/sub>, e A<sub>el<\/sub>;<\/li>\n<li>Subgrupos do tipo B s\u00e3o menos comuns mas j\u00e1 foram descritos 33 variantes para ele. Os principais s\u00e3o: B<sub>1<\/sub>, B<sub>3<\/sub>, B<sub>m<\/sub>, e B<sub>x<\/sub>;<\/li>\n<li>Diversos subgrupos j\u00e1 foram descritos para o tipo O. Como principais, podem ser apontados em brancos e negros o tipo O\u00b9 que corresponde a 50-60% dos genes O, o O<sup>2<\/sup> que responde por aproximadamente 5%,e o O\u00b9<sup>v<\/sup> que responde pelos outros 40%. O O<sup>5<\/sup> presente em 90-100% dos ind\u00edgenas sul-americanos, e o O<sup>h<\/sup>, conhecidos como Bombay e Para Bombay.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na prova cruzada o teste das hem\u00e1cias do doador\/paciente \u00e9 feito expondo-as a um soro monoclonal, logo, s\u00e3o soros destinados ao ant\u00edgeno mais frequente dos grupos ABO. Os colaboradores s\u00e3o treinados intensivamente para identificar o padr\u00e3o dos testes que levam a desconfian\u00e7a de subgrupos ABO e como identific\u00e1-los corretamente, no entanto, o risco de falhas nesta etapa precisam ser observadas com a gravidade devida, mesmo que sejam raras.<\/p>\n<p>Vale recordar que mesmo utilizando t\u00e9cnicas e reagentes corretos, a sub centrifuga\u00e7\u00e3o, ou a ultra centrifuga\u00e7\u00e3o dos cart\u00f5es em gel, tamb\u00e9m promovem falsos resultados positivos e negativos.<\/p>\n<p>A \u00fanica maneira de efetivamente assegurar, e nunca mais precisar repetir a tipagem ABO Rh seria a genotipagem do doador, por\u00e9m esta ainda \u00e9 uma alternativa muito cara, dispon\u00edvel em poucos centros, usada com parcim\u00f4nia mesmo entre pacientes, e n\u00e3o vale a pena ser empregada em doa\u00e7\u00f5es considerando que frequentemente as pessoas doam sangue apenas uma vez na vida, esporadicamente, ou n\u00e3o doar\u00e3o v\u00e1rias vezes no mesmo centro.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que o maior risco dos erros de identifica\u00e7\u00e3o de uma bolsa de sangue, \u00e9 o que pode advir da transfus\u00e3o deste hemocomponente em uma pessoa. Frequentemente bolsas de sangue s\u00e3o selecionadas a dedo para pacientes que demandam transfus\u00e3o cr\u00f4nica e tem restri\u00e7\u00f5es de ant\u00edgenos devido a sensibiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias, se tal paciente recebe uma bolsa identificada incorretamente o melhor cen\u00e1rio que se pode esperar \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o transfusional em que houve \u201capenas\u201d sintomas como fortes dores abdominais, febre e hem\u00f3lise vascular da bolsa (ou seja, perda da transfus\u00e3o nos vasos), e o pior cen\u00e1rio esperado, \u00e9 a morte do paciente.<\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\"><em>\u201cA rea\u00e7\u00e3o entre os anticorpos do receptor e ant\u00edgenos do doador pode ter consequ\u00eancias graves, seguidas de altera\u00e7\u00f5es imunol\u00f3gicas e bioqu\u00edmicas que podem levar a morte em um per\u00edodo de dez a vinte minutos ap\u00f3s o in\u00edcio da transfus\u00e3o de apenas 100 ml de concentrado de hem\u00e1cias.\u201d <\/em>(GIRELO et al.)<sup>4 <\/sup>\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\">*Let\u00edcia Farias Borges<\/span><span style=\"color: #999999;\"> \u2013 Engenheira de Produ\u00e7\u00e3o e p\u00f3s graduada em Hemoterapia.<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #b00707;\"><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p>1 &#8211; BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Portaria n\u00b0 158, de 4 de Fevereiro de 2016.Redefine o regulamento t\u00e9cnico de procedimentos hemoter\u00e1picos. Retrieved from: <a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2016\/prt0158_04_02_2016.html\">https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2016\/prt0158_04_02_2016.html<\/a><\/p>\n<p>2 &#8211; Oliveira et al (2013) \u201c<em>Conceitos B\u00e1sicos Aplicados em Imuno Hematologia<\/em>\u201d. Retrieved from:\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.epsjv.fiocruz.br\/upload\/Material\/L226.pdf\">http:\/\/www.epsjv.fiocruz.br\/upload\/Material\/L226.pdf<\/a><\/p>\n<p>3 &#8211; Bio-Manguinhos (2010). \u201cO que s\u00e3o anticorpos monoclonais?\u201d. Retrieved from: <a href=\"https:\/\/www.bio.fiocruz.br\/index.php\/br\/perguntas-frequentes\/227-o-que-sao-anticorpos-monoclonais\">https:\/\/www.bio.fiocruz.br\/index.php\/br\/perguntas-frequentes\/227-o-que-sao-anticorpos-monoclonais<\/a><\/p>\n<p>4 &#8211; Girelo AL; K\u00fchn T. (2002). \u201cFundamentos da Imunohematologia Eritrocit\u00e1ria\u201d 2\u00b0 Edi\u00e7\u00e3o. Publicado pela Editora SENAC.<\/p>\n<p>5 &#8211; Treinamento da BIO-RAD. \u201cA express\u00e3o fenot\u00edpica do Ant\u00edgeno D pode varias quantitativamente e qualitativamente\u201d. Retrieved from:\u00a0 file:\/\/\/C:\/Users\/MASTER\/Downloads\/rh2016-parte4.pdf<\/p>\n<p>6 &#8211; Nardoza et al (2010) . \u201cBases moleculares do sistema rh e suas aplica\u00e7\u00f5es em obstetr\u00edcia e medicina transfusional\u201d. Retrieved from: <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/ramb\/v56n6\/v56n6a26.pdf\">https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/ramb\/v56n6\/v56n6a26.pdf<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo 121 da Portaria n\u00b0 158, de 4 de Fevereiro de 2016 da ANVISA define: Art. 121. 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